romã em bagos de ternura
vermelho paixão
Na adega solta-se o cheiro
do mosto intenso
ébrio de esmagada solidão
No celeiro as maçãs verdes
tão diferentes das bochechas
do meu rosto irradiante
No pomar o sumo da tangerina
desmanchada em gomos ácidos
no capricho dos meus lábios
Em mim se cravam os espinhos
do velho castanheiro
a espreitar o lume
O Outono devolveu-me a
O Outono devolveu-me a
melodia da chuva
E uma cascata de folhas
cansadas de verde
tombou no chão
dos meus passos solitários
E nem pés nem mãos
nem olhos
Apenas um rosto
escorrido e húmido.

Lindo e nostálgico poema ao Outono, numa mistura de cheiros e sabores...
ResponderEliminarLinda foto...
Beijinhos
nao existe
ResponderEliminarlugar mais lindo
para sonhar...
foto m feliz.
*
ResponderEliminarque recheado menu,
nos oferecem as tuas palavras,
obrigado !
,
outonais conchinhas,
ficam,
,
*