É o azul espelhado
na vastidão inconcreta em que navego.
É o verde pintado
com que a esperança se move em marés de solidão.
É o negro rasgado
que beija cardumes embalados pelo sol.
É o branco desmaiado
de espuma e renda que me cobre os sentidos.
É o translúcido salgado
que me turva o olhar com que traço o horizonte.
Amarrada ao mar
enterro na areia
o sabor do vento
o cheiro do tempo
em que me naufraguei.


E com o mar nos deixamos embalar, onde nossos sentidos mergulham nas ondas, no vai e vem das marés...
ResponderEliminarDeixo um beijinho com sabor a sal