Uma bola de sabão
Voando, poisou suave
naquela mão
Sem sopro, sem aragem,
vagarosamente dançou,
fez uma elipse tonta no ar,
amarfanhou-se, esticou-se,
revirou-se em movimentos
compassados e lentos
e depois de ter sorvido
suaves tragos do elixir
adocicado do arco íris
soltou-se do cordel...
E a rapariga de cabelos lisos
desgrenhados e escorridos
desventrada de esperança
ali estava de sorriso discreto
esperando o tilintar do pão
no prato de plástico vermelho.
E a rapariga de cabelos negros
despenteada por desilusões
tentava agarrar os sonhos
deitados aos céus
com coragem desmedida
e a esperança de uma nova vida.
(Dedicado a uma amiga)
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Gostei das voltas desta bola de sabão e dos sonhos que transporta...
ResponderEliminarFantástico poema.
Beijo amigo
*
ResponderEliminaruma bola de ternura,
na essência das tuas palavras !
,
serenas brisas,
deixo,
,
*
Como são fragéis e belas as bolas de sabão...
ResponderEliminarRecordam-me as que fazia na minha infância e que via subir e evoluir da janela do 1º andar da minha casa em Lisboa.
Eram um sonho colorido que depois de algum tempo desaparecia....mas, logo em seguida outro surgia.
Bjns e obgda.