RUÍNAS

Oiço os gritos lancinantes das ruínas
que me arrastam para o abismo
do silêncio
e entre o pó da pedra
já transfigurada
encontro um leito
em que me prostro e adormeço.
Não sei levar nos ombros a solidão
errante num labirinto
de lágrimas
e vozes díssonas.
Corro na linha
frisada dos beirais e só encontro
berços ocos donde não esvoaçam Primaveras.

7 comentários:

  1. Anónimo24.3.10

    Das ruinas renasce sempre algo...é preciso acreditar...

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

    ResponderEliminar
  3. Anónimo25.3.10

    Olá Amiga
    O teu desejo não foi uma ordem, mas também um desejo e um desejo envolvido em muito agrado.
    ADOREI! Foi um tempo de leitura saboreado e gostoso.
    BEM-ME-QUER fica grato a malvarosa pela partilha.
    Que os meus beijos soprados pela brisa desta tarde cheguem até ti quais pétalas perfumadas e se entrelacem nas tuas.
    Sempre amiga João

    ResponderEliminar
  4. Anónimo25.3.10

    EU SONHO SEMPRE
    POR UM MUNDO MELHOR
    VIVE CADA MOMENTO
    COMO SE FOSSE O MELHOR
    QUEM DESEJA SER MELHOR
    NÃO PODE DESEJAR MELHOR...

    ResponderEliminar
  5. Anónimo25.3.10

    Lindo...lindo...
    Parabéns

    Eda

    ResponderEliminar
  6. Anónimo26.3.10

    Quando se para de pensar nas ruínas que somos
    Descobrimos que também já fomos um belo edifício
    E que para acabar em pó
    Nada mais é preciso que ter sido algo
    Na certeza porem que algo ou alguém de nos se lembrará
    “Palavras Sábias”

    ResponderEliminar
  7. "berços ocos donde não esvoaçam primaveras" é uma forte imagem poética.

    Beijinho, Fátima.

    ResponderEliminar

Caíram aqui estas pétalas