CADEIRA

 No espelho do toucador te revias
aconchegando coxas esbeltas
enfeitando colos de jóias purpúreas
alisando cabelos soltos
apertando espartilhos de paixão.
Almas cegas falsearam-te a existência.
Hoje olho-te desfeita decoração.
Se mãos hábeis te amassem serias de coração
cadeira para uma Rainha.

2 comentários:

  1. Belo poema.
    Gostei da imagem.
    Muito!

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  2. Sem dúvida, infelizmente há muitas cadeiras por aí,assim desventradas...No entanto muitas delas voltam a ser coração, em vez de decoração....

    Beijinho amigo

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Caíram aqui estas pétalas