SUBIR

Há uma escada em cada esquina
alta, íngreme, aguda
Há degraus desejando
a subtileza do andar
Há um chão sem memória
onde os passos caem
e os pés se demoram
calejados de esperar dias
e céus de luas adormecidas
Há pedras polidas de silêncios
Há ferros com negrume e óxido
Há uma escada que desce
e tantos degraus por subir.